ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 16/04/2021
“Farinha pouca, meu pirão primeiro” diz um ditado popular brasileiro. Isso mostra claramente o egoísmo do ser humano, que desde pequeno é ensinado a pensar somente em si. Nesse sentido, é possível afirmar que a falta de empatia nas relações sociais no Brasil é um mal que precisa ser exterminado. Isso se evidencia não só pela falta de discussão do tema como também pela falta de incentivo ao trabalho voluntário.
Primeiramente, empatia é olhar para o outro, se preocupar com outro e não olhar somente para si. Infelizmente, a atual sociedade individualista gera um sentimento contrário, o egoísmo. Os indivíduos estão mais preocupados consigo mesmo, buscam o sucesso pessoal a qualquer custo, viram as costas para o outro. Ademais, a Pandemia da Covid-19 veio evidenciar essa falta de empatia, pois muitas pessoas estavam estocando álcool em gel e máscaras, sem ao menos pensar no outro que iria precisar, noticiou o site UOL.
Além disso, a falta de incentivo ao trabalho voluntário corrobora para que os cidadãos se mantenham em estado inercia em relação à necessidade do outro. Ademais, essa prática auxilia no combate às desigualdades sociais, visto que os trabalhos realizados por Madre Teresa de Calcutá e por Irmã Dulce dos Pobres, respectivamente, na Indía e no Brasil, proporcionaram uma melhora na qualidade de vida para as pessoas que viviam na miséria.
Diante do exposto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as mídias sociais, criar campanhas como a Campanha Mudar É Preciso, que reeducará a população, incentivando ao voluntariado e à empatia na sociedade, por meio de debates e palestras em escolas e faculdades, com a presença de psicológos, jornalistas e toda comunidade, a fim de não só ressaltar a importância de olhar para o próximo e não somente para o próprio umbigo como também arrancar o mal pela raiz.