ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 16/04/2021
No filme “12 anos de escravidão”, o protagonista Solomon Northup, um cidadão norte-americano, simplesmente por ser negro e livre, é sequestrado e transformado em escravo, sofrendo constantes humilhações físicas e emocionais. Sendo a ficção um reflexo da realidade, principalmente no país hodierno, nota-se que a falta de empatia nas relações sociais no Brasil, acontece não só pela falta de discursão sobre o assunto, mas também pela desigualdade e preconceito social, como é o caso do filme supracitado. Diante do exposto, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a falta de discursão sobre a temática como promotora do sentimento individualista. Nesse sentido, cada vez mais pessoas tem perdido o interesse em solucionar problemas externos à sua realidade, pois estão somente preocupadas com suas conquistas e realizações de metas pessoais, como é explicado pelo filósofo polonês, Zygmunt Bauman, em sua ideia de “modernidade líquida”, o que faz com que a sociedade aos poucos perca a natureza do pensamento humanitário o que infelizmente é uma realidade no país.
Ademais, é fundamental apontar a desigualdade social como impulsionadora da falta de empatia na sociedade brasileira. Segundo dados do IBGE, o Brasil continua sendo um dos dez países mais desiguais do mundo. Seguindo essa ótica, tem-se a noção do quão problemático é um país com uma das maiores populações mundiais vivendo a realidade de preconceitos e falta de cidadania, o que afeta diretamente na taxa de criminalidade, haja vista que se não há a noção de se colocar no lugar do outro, problemas como crimes, preconceitos e patologias sociais. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é importante que os Empresários brasileiros, por intermédio de campanhas publicitárias que mostrem o quão importante é a empatia nas relações socias, a fim de uma realidade em que os cidadãos convivam em harmonia e paz, mesmo com todas suas adversidades. Além disso, que o governo Federal, por intermédio do Ministério de Cidadania, promova campanhas de interação de classes com o propósito de mitigar a desigualdade vivida pela população do Brasil. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pelo pleno gozo da confraternidade social, diferente do vivenciado por Solomon Northup.