ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 18/04/2021
Machado de Assis, em sua frase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Analogamente, percebe-se aspectos semelhantes no que tange a questão da falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da escassez de debates sobre o tema incentivados pelo governo, e a falta de punições mais severas para quem pratica crimes de ódio no país.
Em primeira análise, a falha em falar sobre o tema mostra-se como um dos desafios à melhoria da adversidade. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da empatia no país é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas são inseridas em um contexto social intolerante, egoísta, a tendência é adotar esses comportamentos também. Sendo assim, a atuação governamental, juntamente com meios de comunicação na atuação da melhoria de atitudes e pensamento do povo é indispensável.
Além disso, cabe ressaltar que a negligência na execução de penas mais brandas a infratores de crime de ódio é um forte impecílio para resolução do impasse. Nesse âmbito, faz-se relevante lembrar do caso Dandara, travesti brutalmente morta no Ceará em 2017, vítima de homofobia, que por mais que repercutiu o crime, os altruístas foram levemente penados, e durante o interrogatório não se mostraram arrependidos pelo ato cometido. A partir disso, nota-se a falta de empatia e respeito com o próximo, e a urgência de intervenções mais brandas com o fim de diminuir impunidades como a citada acima.
Sendo assim, é necessária a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Para que isso ocorra, o MEC, em parceria com emissoras de televisão brasileira, devem promover palestras nos programas e webconferências nas redes sociais, com temas relacionados a empatia e seus efeitos, com a participação de vítimas de crimes relacionados ao assunto escolhido e especialistas, psicólogos, assistentes sociais, com objetivo de elucidar a população a respeito do assunto, contribuindo para a inserção das pessoas num ambiente mais empático, também, contribuindo para a diminuição de práticas de crime de ódio, pois conforme Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo.