ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/04/2021

No filme “O poço”, é feito uma crítica às sociedades contemporâneas, nele é retratado o egoísmo e o desprezo perante o próximo. Não apenas ficcional, no Brasil, a empatia se encontra ausente em grande parte das relações sociais e a normalização desse fato torna sua superação dificultosa. Isso se deve não apenas ao uso inconsciente das redes midiáticas, mas também a fragilidade das conexões entre indivíduos.

No atual cenário, o desafeto foi intensificado pelo uso da. Além disso, atitudes on-line refletem a situação momentânea da sociedade, e também influência a vida fora do território virtual. Nesse sentido, de acordo com o jornal O globo, no Brasil, mais de 80% de postagens voltadas as minorias nas mídias sociais são de discurso de ódio. O que demonstra a intolerância perante as diferença e a falta de empatia. Além disso, torna visível a não regulamentação das próprias plataformas, o que resulta na normalização do comportamento hostil.

Ademais, a fragilidade das relações possibilita o aumento do egoísmo e a busca pelo bem próprio sem considerar as consequências negativas aos demais. Nessa analogia, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman associa a contribuição dos tempos modernos para o egocentrismo. Consequentemente, há a formação de uma sociedade pouco apegada ao sentimento alheio. Logo, a busca incessante para suprir as necessidades individuais torna as relações sociais fragilizadas e, se não para beneficio próprio, não conveniente o olhar e a sensibilidade ao sentimento do outro.

Infere-se, portanto, a empresa “Facebook” – detentora dos principais meios comunicativos on-line –, a criação de campanha de incentivo a ações empáticas, por meio de vídeos e textos com linguagem acessível aos internautas. Além disso, para maior aceitabilidade do público deverá ser realizada parceria com influenciadores. Objetiva-se, com isso, erradicar os discursos ódio nas redes, além de incentivar a observância e percepção do olhar do outro, não apenas nas mídias, mas em toda as relações pessoais.