ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/04/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, atenção, em seu corpo, os princípios da cidadania, quais sejam, a liberdade, a igualdade e a dignidade como direitos inalienáveis ​​do indivíduo e dos grupos sociais . No entanto, no Brasil atual, percebe-se um distanciamento dessas orientações quando se observa a ausência de empatia nas relações sociais, ocasionada tanto pelo descaso do Estado quanto pelo desconhecimento da sociedade civil.

Em primeira análise, é fundamental pontuar a negligência estatutária para promover um ambiente em que as interações sociais ocorram pacificamente, sob a égide da empatia. Assim, no mapa do ódio de 2018, o feminicídio, por exemplo, encontra-se generalizado nos estados do País. Essa conjuntura, segundo John Locke, filósofo inglês, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como relações mais empáticas em que há mútua compreensão das partes em interação social.

Ademais, é preciso apontar o desconhecimento da sociedade civil como impulsionador da falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Assim, Bronislaw Malinowski, antropólogo polonês, oferece um exercício de alteridade de contrução de empatia por meio da antropologia, isto é, atráves da aproximação. Desse modo, o “outro” deixa de ser um “estranho” para se tornar um semelhante.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstácu-los. Para tanto, é imprescindível que o Estado, por meio de escolas e mídias de comunicação, promova espaços de interação comunicativa entre diferentes grupos sociais, através de pesquisas científicas, encontros de conversações e debates, como forma de aproximar os grupos sociais que não se conhecem. Assim, se consolidará uma sociedade em que os princípios da Declaração dos Direitos Humanos serão uma realidade.