ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/04/2021

No reality show “Big Brother Brasil”, edição vinte e um, é retratado Lucas Koka Penteado, um participante que exigiu sua saída do programa por ser invalidado após assumir sua sexualidade. Nesse sentido, a narrativa revela a revolta presente na sociedade brasileira diante do que é diferente, e a necessidade de expor, de forma agressiva, a dificuldade ao aceitar e se colocar no lugar do próximo. Fora das telas, fica claro a falta e empatia e agressividade cada vez mais presente, e mesmo que tenha-se alcançado um pouco durante os anos ainda há muito a se fazer para garantir uma igualdade.

Nesse sentido, ainda convém mencionar a falta de conhecimento do assunto, o que priva o sentimento de estar no primeiro plano e gerando a intolerância e necessidade de exterminar o que é de “fora do padrão”. No período de colonização, é bem presente as críticas -principalmente de historiadores- diante da falta de empatia dos colonos com os nativos, não estudavam o local onde estavam “ocupando” e muito menos buscavam saber dos povos que ali já residiam, trazendo crueldade, violência e falta de respeito ao não se colocar no lugar do outro. Assim, estruturalmente, essas atitudes foram propagadas desde a época até o cenário contemporâneo.

Todavia, ainda há trabalho a se fazer para garantir que a igualdade saia do papel e adentre na realidade restritiva brasileira. De acordo com Byung Chun han, filósofo sul coreano, as pessoas estão sempre em busca de desempenho e destaque fazendo com que outros indivíduos sejam ignorados. Paralelamente -na realidade brasileira- mostrando a falta de consideração e o foco em coisas fúteis em maioria, não ajudando e se dedicando em coisas que mais precisam de atenção. Logo, a sociedade ainda está afastada da igualdade e acolhimento social em todos os aspectos vividos, trazendo a reflexão de que deveriam parar de olhar apenas para o próprio enredo e tentar ter outras perspectivas de outras realidades que valham mais a pena e tenham mais aproveitamento.

Portanto, é preciso que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Para a propagação do ensino sobre a empatia, urge que o MEC promova, por meio de investimento municipais, discussões efetivas nas escolas e mostre o quão importante é o conhecimento mútuo do assunto. Esse programa irá não só para escolas mas será publicado nas mídias para garantir que mais pessoas se informem. Somente assim, a falta de empatia nas relações sociais no Brasil poderá ser possivelmente resolvida.