ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 27/04/2021

No reality show “Big Brother Brasil” 2021, o participante Lucas, desistiu do programa devido à ausência de acolhimento dos integrantes, que não aceitaram sua sexualidade, e o seu jeito, acabando o excluindo, sem ao menos tentar compreende-lo. Na vida fora das telinhas, o entrave está presente no cotidiano da sociedade brasileira, visto que, parte dela ainda sofre com essa falta de empatia em suas relações. Esta situação se dá devido à existência de um pensamento conservador no âmbito familiar e escolar, juntamente com uma gestão governamental.

Perante o que foi exposto, é importante destacar que a mentalidade conservadora da escola e da família, e de muitos ao redor do Brasil agravam a problemática. A existência de um pensamento limitado a ideias como a família tradicional, engravidar depois do casamento, dentre outros tabus, inibem a possibilidade de entendimento de quem passa por essas situações, além de distanciar a comunicação. Paulo Freire diz que o diálogo é um caminho para a colaboração, desse modo, se existe um bloqueio na comunicação, consequentemente, não há conversas, logo, também não há empatia.

Os parentes não se permite aceitar e aceitar como hipóteses, e a escola não ensina sobre a importância disso, então, juntas, pessoas que têm dificuldade em se colocar no lugar do outro. a falta de empatia da sociedade corrobora para os atos de furto, escravidão e homicídio, deslegitimando o artigo 1ª da Declaração universal dos Direitos Humanos, que declara “Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e em direito”. Por conseguinte, a falta da racionalização do outro tornou necessário a criação de leis que garantam ao menos a punição do réu, caso não aja de forma empática. Ademais, houve criação de leis do setor trabalhista, depois de denúncias de condições de trabalho análoga à escravidão, assemelhando-se à Primeira Revolução Industrial. Logo, a partir desse contexto, verifica-se uma frase da escritora Anne Frank: "

Portanto, no primeiro momento, as escolas com o incentivo do Ministério da Educação (MEC), devem promover encontros entre pais, discentes e docentes, por meio de palestras, para debater sobre os mais diversos tabus, a fim de mostrar que outras ideologias existem e assim trabalhar a empatia. Outrossim, também cabe ao governo, criar campanhas sobre a temática, por meio de elaborações de comercias em horário nobre, um fim de conscientizar como várias mentes brasileiras. Desse modo, espera-se resolver o empecilho vivenciado pela sociedade, pois, apenas com conhecimento o e o enfrentamento do problema é possível soluciona-lo.