ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 21/04/2021
No livro “The Confidence Game”, a autora Maria Konnikova explica a psicologia de golpes e por que eles funcionam. Uma das conclusões a que Konnikova chega é que os golpistas são, na verdade, especialistas em empatia. No entanto, eles utilizam essa característica positiva do ser humano contra as vítimas. Na atualidade - e, especialmente, em países como o Brasil que é um dos maiores polos para fraudes segundo a ABIN - isso se torna ainda mais comum e as relações empáticas verdadeiras sofrem. Dessa forma, a falta de empatia na sociedade brasileira está diretamente relacionada à dificuldade de confiar nas pessoas e ao individualismo.
De acordo com o psicólogo Roderick M Kramer, o homem nasce com uma confiança intrínseca. Ela é, de certa forma, um mecanismo de defesa já que permite a convivência em sociedade, principalmente, se for aliada à empatia. Porém, não há dificuldade em perdê-la já que, como afirma Kramer, confiar implica em arriscar. Devido a isso, se alguém passar por situações em que esse sentimento é danificado, a tendência desse indivíduo é tornar-se menos empático.
Não obstante, em uma reportagem do “Estadão”, um especialista em mídias afirmou que a geração atual é mais egoísta. Com o advento da internet e outros meios de comunicação, reportagens sensacionalistas são difundidas com facilidade e até mesmo mentiras são repassadas como fatos. A normalização disso faz com que o outro pare de ser enxergado como uma pessoa e passe a ser tratado como uma entidade de forma que a população passe a trabalhar mais para si do que para o geral e, ainda, com mais imediatismo.
Portanto, a família deve, por meio de diálogos sobre a ética social, promover um equilíbrio entre o individual e coletivo com a finalidade de melhorar as relações de convívio. Assim, será possível adquirir uma maior aceitação do próximo.