ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 27/04/2021
Na atualidade, observa-se que a sociedade está cada vez mais egoísta e arrogante de certa forma, muito disso vem do contexto em que o mundo se encontra. As pessoas estão vivendo de forma “livre”, criando desejos de consumismo e se enquadrando em relações líquidas, que causam esses problemas de empatia, tanto no mundo quanto no Brasil.
Também, é necessário entender o que é uma relação líquida. Essa relação possui muitas mudanças, tornando em um caso de falta de comunicação, entendimento e de individualismo nesse convívio. Zygmunt Bauman afirma em seus livros “Modernidade Líquida” e “Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos”, que nessa sociedade tudo muda facilmente, ideias, crenças e opiniões, pois as pessoas são influenciadas pelo meio em que vivem, principalmente os jovens, com a facilidade do lazer e do conhecimento proporcionados nas últimas décadas, devido a tecnologia e ao contexto de status e posse material, por isso ocorre essas alternâncias de ideias, gostos e opiniões, que acabam levando a problemas de sociabilidade e de empatia.
Além disso, outro quesito preocupante é o fato de não saberem o que é empatia, para certas pessoas é apenas mostrar aos indivíduos do seu grupo social que ela ajuda alguém ou entende o que outro está passando, porém, isso acaba sendo apenas uma forma de obter status. Essa atitude é uma representação de uma relação líquida. Mesmo tendo muitas pessoas no Brasil e no mundo que possuem essa personalidade empática, a maioria que tem espaço para falar ou influenciar são pessoas que não possuem empatia ou não entendem o que ela é exatamente, principalmente pelo fato de serem mais consumistas e por buscarem a fama e o status, impossibilitando que indivíduos empáticos tenham mais espaço para se expressarem e para ensinarem o que acham correto.
Levando-se em conta o que foi observado, conclui-se que uma mudança é necessária na sociedade brasileira para que a união e a empatia prevaleçam em nossas relações pessoais e interpessoais. Isso pode ser alcançado através da implementação de programas escolares e familiares do Ministério da Educação ou de Organizações não Governamentais (ONGs), que busquem ensinar aos jovens a forma deles utilizarem os meios de comunicação e interação sem que acabem por alimentar essa relação de ideias “líquidas” e de consumismo. Assim, pode haver uma mudança saudável a longo prazo na sociedade, criando um convívio agradável, com mais pessoas empáticas e que podem se expressar nesse mundo moderno, que é cada vez mais preenchido por falta de empatia.