ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 27/04/2021
“O sujeito é constituído por identificações advindas da cultura em que está imerso”. Assim disse Sigmund Freud, criador da psicanálise, que tem sua tese cabível no que se diz respeito sobre a falta de empatia no Brasil. Tal questão além de refletir o passado preconceituoso da sociedade brasileira, espelha o contexto da ditadura militar onde mulheres, negros, e membros da comunidade LGBTQ+ eram extremamente reprimidos. Este tema é um desafio ao poder público, à sociedade e às instituições de educação. E sua não solução fará com que os casos de crimes de ódio só aumentem.
Primeiramente, é importante destacar que a Constituição Federal de 1988 fez grandes avanços na garantia de direitos civis fundamentais às minorias. Porém, pela falta de projetos para a promoção da diversidade, ela agravou a falta de empatia presente na sociedade brasileira, pois, de acordo com o psicólogo Márcio Hoffmeister, os direitos concedidos causaram uma indignação subconsciente nos que antes eram privilegiados.
Em segundo lugar, o resultado da desconsideração do governo em relação à empatia ficou ainda mais evidente quando, em 2018, as polícias dos estados começaram a registrar os crimes de ódio, só naquele ano foram mais de 12 mil casos, ou seja, 33 casos por dia.
Logo, é indispensável que o poder público intervenha, por meio de campanhas que tenham como objetivo derrubar preconceitos, divulgando a tamanha diversidade do povo brasileiro. Cabe ao Estado, também, a criação de projetos de emendas constitucionais para a proteção de minorias. Por fim, as escolas, junto à sociedade, devem educar as crianças e adolescentes sobre o dever de tratar o próximo como desejas ser tratado.