ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 27/04/2021
A falta de empatia decorrente nas relações sociais brasileiras
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando observa-se a falta de empatia, dificultando, deste modo, as relações sociais. O problema é que a falta de palavra e compreensão com o próximo afeta a sociedade, de modo que desemboca comportamentos agressivos e até mesmo atitudes compulsivas nas pessoas, diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de empatia, a qual dá espaço à agressão, corrupção, preconceito e a falta de palavra. Nesse sentido, vale ressaltar que a antipatia transforma os humanos a serem mais egoístas, individualistas e competitivos. Essa conjuntura, segundo os ideais do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a escassez da educação, o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar os crimes de ódio e agressão como prova da falta de empatia no Brasil. De acordo com um levantamento da organização Words Heal The World, divulgado em 2021, foram registrados mais de 12 mil crimes de ódio no país em 2019, com uma média de 33 ocorrências por dia. Diante de tal realidade, deve-se destacar que entre 2018 e 2019, o número de tentativas de feminicídio triplicou, indo de 2.211 para 7.719, sendo o único registrado em todos os estados. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde e da Educação (MEC) em conjunto com a Polícia Civil brasileira, por intermédio da mídia e inspeções policiais, promova palestras e campanhas desenvolvidas por psicólogos a fim de garantir um cenário mais justo e sem discriminação para com o próximo. Assim, se consolidará uma sociedade mais harmoniosa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.