ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 27/04/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se trata da falta de empatia, dificultando deste modo, as relações sociais. O problema é que a falta de palavra e compreensão com o próximo, gera casos de revolta e ódio, dando espaço para a corrupção e o egoísmo. Diante desta realidade, convém analisar as principais causas e fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, vale ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de empatia. Nesse sentido, faz-se uma imperiosa análise dos casos de corrupção no Brasil. Dentre eles, destaca-se o mensalão, o qual corresponde à compra de votos, manipulando as pessoas, por meio de repasse de dinheiro, para que novos partidos se aliassem ao PT (Partido Trabalhador). Assim, fomentando a desonestidade no cenário político, pois muitas das vezes quem paga é o próprio povo brasileiro.
Ademais, é fundamental apontar a reflexão de Muniz Sodré como prova da falta de compreensão e educação com o próximo no Brasil. Segundo sua afirmação, “Você começa a largar esse preconceito quando se sensibilizar para essa dura realidade de que o outro existe, e não é você. A saída é a educação sensibilizadora. Está fora do juízo antropológico, da argumentação, do discurso racional. É afeto, sentimento. E só o sentimento pode agir no racismo”. Diante de tal exposto, fica explícito o descontentamento do escritor, pois o racismo se tornou algo tão recorrente na sociedade, que o ódio racial passa a se tornar comum, sendo interferido através do afeto e empatia com o próximo. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde e da Educação (MEC), por intermédio de campanhas e apoio psicológico, desenvolvam palestras e conversas nas escolas a fim de promover mudanças no temperamento das pessoas, para que assim, ocorra uma possível redução das ondas de ódio e agressão, bem como preparar os indivíduos em relação à corrupção, para que essa realidade não continue a se repetir. Assim, se consolidará uma sociedade mais harmoniosa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.