ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 27/04/2021
Hoje em dia, a harmonia nas relações sociais encontra-se à míngua. O egoísmo, ao lado do orgulho, da insensibilidade, da incompreensão do outro, da instabilidade nos relacionamentos e, principalmente, do preconceito, corroboram com esse quadro. Como consequências negativas da falta de empatia, tem-se bolha de isolamento, indiferença e superficialidade. Inquestionavelmente, o resultado desse distúrbio guia para uma ampliação dos crimes de ódio. Com o intuito de remediar essa situação, precisa-se defrontar o preconceito entre raças, a vitimização de criminosos, o egoísmo, a hipocrisia e a alienação.
Antes de tudo, o egoísmo é tido como o oposto da empatia. Esse amor exagerado aos próprios interesses a despeito de outrem leva a um individualismo descomedido. Esse egocentrismo é notado, com consequências catastróficas, no vigente ambiente pandêmico, em que as pessoas se recusam a utilizar máscaras em virtude das crenças e das idolatrias estimuladas pelas redes sociais. Nesse sentido, um estudo sobre o perfil psicológico desses brasileiros que se opõem ao uso de máscaras, executado entre março a junho de 2020, foi publicado pela revista “Personality and individual differences”. As principais constatações da pesquisa foram: níveis altos de insensibilidade, tendência ao engano e autoegano e comportamentos de riscos, mas ao contrário do que se esperava, a empatia foi a variável com o menor grau correlação a essa conduta, ou seja, nesse caso o egoísmo não era precisamente sua antagônica. Esse fato pode ser inegavelmente percebido no alarmante aumento do número de feminicídio no Brasil na época presente. Mas podemos perceber que a socialização “correta”, segundo a sociedade, está pautada na destruição dos valores familiares originais e criando novas oportunidade para imoralizar o ser humano, garantindo assim que haja desrespeito entre si. Particulamente chamados de “humanos”, mas estamos deixando de ser, e por causa dessas novas ideologias e desse vitimismo desnecessário.
Diante de tudo isso, o Governo Federal, alinhado com as esferas municipais e estaduais, em companhia da iniciativa privada, deve promover uma intensa campanha de orientação e conscientização sobre a temática empatia aliada à inteligência emocional nos veículos de comunicação em massa. Além disso, é interessante aliar uma agenda baseada em uma forte inserção nas redes sociais, em razão do alcance e do poder de persuasão, conseguindo, assim, uma melhora nas relações interpessoais, além de uma redução considerável dos crimes de ódio. É também esperada uma elevação da produtividade no trabalho no meio corporativo. De tal modo, ficaremos mais humanos. Mas fica a pergunta: O que seria ser humano? Seria aceitar tudo que é considerado “normal” na sociedade?