ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 26/07/2021

O livro: “A Hora Da Estrela” de Clarice Lispector, retrata no seu fim a morte de Macabea e a falta de empatia das pessoas em não ajuda-la. diante disso, percebe-se que esse problema é comum no cotidiano, na qual o machismo, a xenofobia e o discurso de ódio tornaram-se um agravante da violência na sociedade. Sendo assim, faz-se pertinente debater acerca da falta de empatia nas relações sociais no brasil.

A princípio é necessário avaliar o impacto da falta de empatia na sociedade brasileira, para fomentar condutas com o intuito de amenizar a problemática no País. Nesse sentido, convém expôr  o machismo, no caso da cantora, Luísa Sonza, na qual fofocas de uma suposta traição fez com que ela sofresse muitos “haters” na internet, entretando a traição do “ex BBB” Pyong Lee não foi tão polêmica, evidenciando, assim, o machismo estrutural na sociedade. Desse modo, é evidente a falta de empatia com as minorias sociais e intensificação do discurso de ódio nas redes sociais.

Em seguida, convém expor que a sociedade nordestina também é vítima da falta de empatia, por meio da xenofobia. Assim, é visto que ao longo das décadas, muitos escritores evidenciaram e intensificaram esse preconceito por meio da imagem de um Nordeste clichê, com a seca, coronelismo e mecianismo, evidente em obras como “O Quinze” de Rachel de Queiroz. Assim, desse modo, é apresentada uma imagem negativa da região nordestina e torna-se um agravante para a falta de empatia em relação com as outras regiões do Brasil.

Em suma, é necessário minimizar os danos causados pela falta de empatia na sociedade brasileira. Em razão disso, cabe ao Ministério da Justiça, juntamente com o Ministério da Cultura, elaborar e efetivar projetos socioeducativos com o fito de inclusão social. O Ministério da Justiça deve efetivar leis mais rigorosas que protejam vítimas de difamação na internet, além de divulgar a penalidade como meio de acabar com o discurso de ódio na redes sociais. Além disso, o Ministério da Cultura deve elaborar feiras e propagandas com a intenção de mostar uma imagem positiva do estado nordestino como meio de amenizar a xenofobia. Para que, por fim, tais problemáticas no Brasil, sejam uma mazela no seu passado.