ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 28/04/2021
No desenrolar do filme “Preciosa”, é retratada uma série de ataques que foram proferidos, contra uma menina, por alguns indivíduos que não se importavam com o sentimento alheio. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista a negativa e a grande falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Nesse sentido, esse fator, que deve ser combatido, provém não só do individualismo, mas também de uma omissão do Estado. A princípio, convém ressaltar o grande abuso que alguns indivíduos praticam com as pessoas marginalizadas. Nesse âmbito, durante o período do Brasil Colonial, os homens que habitavam as terras brasileiras estabeleceram uma relação extremamente exploratória com os indígenas e com os escravos, uma vez que eles utilizavam a mão de obra desses povos de maneira extremamente agressiva e forçada. Desse modo, é errôneo afirmar que essas circunstâncias não perpetuaram, tendo em conta que vários brasileiros, no contexto hodierno, utilizam as pessoas para o próprio benefício, sem se importarem com o sentimento e com as dores enfrentadas, devido ao tratamento desumano. Portanto, é inadmissível que essas situações de falta de empatia continuem nas relações sociais, já que todos os indivíduos devem ser tratados com respeito e não devem ser submetidos ao sofrimento. Ademais, cabe avaliar a falta de ações governamentais, como as campanhas que retratem a importância dos indivíduos se colocarem no lugar do outro, que enfrentem a ausência de empatia na população. Nesse contexto, na Constituição Federal de 1988, é relatado que a saúde é um direito de todos os cidadãos, mas esse fator não está sendo plenamente evidenciado nas relações sociais, tendo em consideração que diversos cidadãos sofrem discursos de ódios, os quais são deliberados por indivíduos que escasseiam da compreensão emocional. Dessa forma, as pessoas que são vítimas de preconceito, de discriminação e de situações de egoísmos, geralmente, enfrentam nocivos empecilhos no bem-estar, por exemplo, a depressão, a qual ocasiona o desejo do indivíduo de isolar do resto da sociedade. Logo, esse fator é muito danoso, dado que, conforme a norma, os indivíduos devem viver sem impasses no bem-estar, circunstância que não está sendo evidenciada para todos os brasileiros. Portanto, compete ao Ministério dos Direitos Humanos - responsável pelos direitos nessa área - promover palestras que retratem a importância de não tratar com falta de empatia os outros seres humanos. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do governo federal. Essa ação possui a finalidade de conscientizar os indivíduos a respeito do quanto as situações de ausência de compreensão emocional são nocivas para o bem-estar das pessoas. Além disso, esse Ministério deve aumentar a fiscalização das relações patrão e empregado, para evitar a exploração trabalhista.