ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 29/04/2021
O filósofo francês Satre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, na internet, muitas vezes, a liberdade incita nas pessoas discursos de ódio, tornando vítimas indivíduos ou grupos inteiros. Nesse contexto, emerge um problema delicado, em virtude da falta de empatia dos agressores, alimentada pela impunidade.
Primeiramente, percebe-se o individualismo humano como causa do problema. A respeito disso, Zygmunt Bauman defende que a Modernidade Líquida é fortemente pautada no egoísmo.Nesse sentido, ao interagirem com perfis nas redes sociais, muitas pessoas julgam e condenam outras pessoas, sem uma análise racional e movidas pelo sentimento de ódio, agredindo-as e incitando outras pessoas a replicarem tal ato.
Além disso, a impunidade perpetua o problema, multiplicando casos de agressão nas redes sociais.Para Aristóteles, a base da sociedade é a justiça. Entretanto, a justiça, na internet, pode ser intencionada fora dos órgão legíslativos, já que o exercício da denúncia ainda não é uma prática realizada no cotidiano brasileiro e os agressores utilizam, muitas vezes, perfis falsos para cometerem atos agressivos. Dessa forma, ações de combate á impunidade, nesse caso, são dificultadas.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas. Para isso, o Ministério da Justiça deve criar e divulgar uma campanha nas redes sociais de maior aceno como o Instagram, o Twitter e o Facebook, por meio do relato anonimo de vítimas do discurso de ódio virtual e de agressores já punidos, a fim de estimular a empatia e comunicar a criminalização desses atos. Assim, possivelmente, a concepção de Satre será verificada na sociedade brasileira do século XXI.