ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 30/04/2021
Conhecido por ser um dos maiores criador de conteúdo digital, o artista Whindersson Nunes, foi diagnosticado em 2019 com depressão - uma doença relacionada a saúde mental - fato que causou comoção por entre aqueles que acompanhavam a vida do influenciador. Porém, essa empatia, na maioria das vezes, não ocorre nos dias contemporâneos de muitos brasileiros, em muitas situações permanecendo a intolerância e o discurso de ódio nas relações sociais. Diante dessa realidade, faz-se necessário analisar a forma como as pessoas agem em situações decisórias, assim como, a carência pessoal do indivíduo hodierno em conhecer além daquilo que é óbvio.
A priori, é importante ressaltar que em virtude da experiência pessoal de cada ser humano, a forma de encarar certas situações serão de modos variados. Embora, a necessidade de cuidado interpessoal tenha sido melhorado, fator consequente das melhorias profissionais, todavia é possível visualizar uma massa envolta em solidão. Para o filósofo francês Augusto Comte, as ações coletivas ou individuais predispõem os seres humanos a se dedicarem aos outros. Nessa lógica, percebe-se a verdadeira influência advinda da sociedade, caracterizada e determinada por exemplos e momentos vividos em outrora.
Sob outro viés, a falta de comunicação consoantemente relacionado com o desconhecimento das origens dos dogmas e pragmas sociais corroboram para o aumento dessa problemática. Diante desse panorama, o filme estadunidense “Por lugares incíveis” retrata essa percepção de uma forma atrativa para o público infantojuvenil. Na obra cinemátográfica, o adolescente Finch comete suicídio, após ajudar a sua amiga Violet como superar alguns dos seus traumas. Porém, diferentemente dela, ele chegou a esse ato extremo porque não obteve o cuidado mínimo necessário de ninguém ao seu redor. Verifica-se então que a falta de empatia nas relações sociais está mais presente de uma forma mascarada e muitas vezes perigosa, que precisa ser revista.
Desprende-se, portanto, a necessidade de mitigar todos os pontos negativos citados anteriormente. Para isso, o Ministério da Cultura, em conjunto com a mídia, deve promover programas, músicas e livros acessíveis para toda a população. Nesses meios, abordariam-se pautas, que desenvolvidas por profissionais da saúde capacitados, despertem em todos a importância de se discutir os males causados pela falta de empatia na sociedade brasileira. Também, o Ministério da Cultura, poderia incluir na grade curricular escolar uma disciplina voltada para o desenvolvimento de sentimento empático com o outro, aprendendo como lidar com o controle das emoções. Finalmente, espera-se que assim, no futuro, tenham-se pessoas mais empáticas e mais preparadas a lidar com a emoção do outro.