ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 24/05/2021

A igualdade nas mãos de poucos

O filme “12 anos de escravidão” lançado em 2014, retrata a história de um homem negro livre, que ao mudar de cidade é sequestrado e vendido como escravo, longe da família, precisa suportar todas as humilhações e crueldades humanas para se manter vivo. Análogo à isso, a falta de empatia nas relações sociais é a principal causadora de violência e desigualdade no Brasil, o que torna necessária a discussão sobre o tema.

Primeiramente, o individualismo muitas vezes se encontra atrelado à falta de amor ao próximo, com intensa dificuldade de se colocar no lugar do outro. O livro “Modernidade Líquida” de Zygmunt Bauman, enfatiza a preocupação da sociedade contemporânea de se preocupar apenas com os seus próprios interesses, tal fato retira das pessoas um olhar empático. Outro fato que evidencia essa questão é justamente o contexto de escravidão no Brasil, onde os negros eram tratados como animais, sem direitos ou deveres, ou seja, mais uma questão de desigualdade que problematiza a falta de empatia no Brasil.

Além disso, o Brasil é o oitavo país mais desigual do mundo, segundo a pesquisa feita pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento). Tal índice denota uma sociedade pouco empática, de modo que muitas pessoas vivem em situações precárias, enquanto uma pequena parcela da sociedade concentra um grande capital. Nesse contexto  temos uma sociedade  egoísta, individualista que domina apenas seus prórios desejos.

Portanto, o Ministério da Educação junto com o Ministério dos Direitos Humanos, devem promover discussões e palestras, por meio de escolas, universidades, redes sociais, a respeito da importância da empatia, incentivar programas de trabalho voluntário, para que a sociedade se torne empática e com isso colabore para a redução da desigualdade nas relações socias no Brasil.