ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 12/05/2021
É inquestionável a importância da empatia na convivência coletiva, essa competência fortalece a dignidade civil, assegurando o respeito e a tolerância. Entretanto, o atual cenário brasileiro mostra-se comprometido pela ausência dessa ferramenta social, devido aos fatores como a falta de discussões nas instituições educacionais e a perpetuação de crimes de ódio.
A princípio, sem um direcionamento educativo, a formação de cidadãos que se preocupem com o bem-estar do próximo é inexistente. Desse modo, a problemática desigualdade socioeconômica é um indicativo de uma convivência escassa de empatia, estruturada por lacunas nas participações em trabalhos voluntários e nos debates sobre esse assunto na didática pedagógica. Nesse sentido, conforme o estudo do filósofo Platão, o importante não é apenas viver, mas ter uma vida digna, contudo, o prolongamento desse cenário desumano rompe com essa perspectiva, conservando um sistema marginalizador.
Ademais, o aumento da apatia nas relações interpessoais é prejudicial para a manutenção da comunicação, persistindo a violência tal como o individualismo. Sob essa análise, os indivíduos permanecem reproduzindo atitudes preconceituosas sem respeitar as diferenças de gênero, etnia e orientação sexual, haja vista que o Brasil é um dos países do mundo com o maior índice de homossexuais mortos. Esse panorama, segundo a socióloga Hannah Arendt, é explicado pela banalidade do mal que consiste na naturalização de hábitos maléficos.
Portanto, é essencial cotornar esse quadro danoso para a socieade brasileira. Para isso, o Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano, deve investir no desenvolvimento instrutivo, criando campanhas e atividades lúdicas sobre empatia e solidariedade, em horários acessíveis. Logo, esse projeto será direcionado ao corpo discente e comunidade geral para construir um espaço urbano respeitoso.