ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 05/05/2021

‘‘A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação’’. A afirmação, atribuída ao dramaturgo irlândes Oscar Wilde, pode ser facilmente aplicada à falta de empatia nas relações social no Brasil, já que é justamente a falta de incômodo social diante dessa problemática que a consolida como um regresso para a nação brasileira. Nesse sentido, essa situação de indiferença tem como origem inegável a ausência da participação governamental e o descaso do corpo social. Assim, a falta de projeto educacionais e o caráter capitalista da população acentuam essa problemática.

Em primeiro lugar, é importante analisar de que forma os atributos inerentes ao homem e a negligência social e estatal corroboram para a ausência de empatia nas relaçoes. Conforme o filósofo Thomas Hobbes, o homem em seu estado de natureza tende a ser egoísta e dominado pelo ódio, vivendo em constantes guerras. Seguindo essa lógica, a sociedade brasileira marcada pelo indivualismo e o Estado, acabam por negligenciar a formação sócioeducacional do indivíduo. Dessa forma, as novas gerações crescem conforme os atríbutos inerentes ao homem, assim como explicitado por Hobbes. Sendo assim, o indivíduo não é desviado de seu estado natural, o que gera a antipatia e o ódio canalizado, logo, isso aumentará a criminalidade e a menor proporção de pessoas altruístas.

Em segundo lugar, cabe ressaltar que o caráter capitalista da população nacional agrava a problemática no país. Isso porque, segundo o filósofo francês Rousseau, o sentimento de propriedade privada e a necessidade de acumulação de capital corrompem a boa índole do homem. Nesse viés, o pensamento de Rousseau explica a escassez de empatia nas interações sociais, uma vez que a necessidade de enriquecimento do homem sobrepõe-se à importância de preocupar-se com o outro. Consequentemente, as relações sociais rão fragilizadas por esse sentimento de competição e individualista, o que gera cada vez mais uma sociedade solitária. Logo, medidas governamentais são necessárias para atenuar esse entrave.

Portanto, infere-se que assegurar a formação socioeducacional dos indivíduos e o desenvolvimento de relações saúdaveis são medidas para mitigar a problemática, por isso, cabe ao Estado efetivá-las. Primeiramente, o Ministério da Educação deverá criar políticas educacionais afetivas, por meio de aulas em escolas que estimulam as relações e a empatia, com o intuito de criar laços sociais a curto e longo prazo. Segundamente, o Governo Federal deverá criar um projeto de estímulo à interação entre pessoas, por meio de anúncios midiáticos, com a finalidade de conscientizar a população sobre a importância do afeto pelo ao outro. Por fim, tais medidas atenuarão a problemática.