ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/07/2021

O filme “O Poço”, disponibilizado pela plataforma de streaming Netflix, mostra como o individualismo é ruim para a sociedade, quando os personagens comem de toda comida possível, mas, sem se preocupar se vai sobrar alimento para o próximo. Fora dos cinemas, no Brasil, a falta de empatia também é um problema para o corpo social, pois além de trazer prejuízos para todos, também é motiva a violência do país.

Primeiramente, é notório ressaltar como a ausência de empatia nas relações sociais prejudica a todos. Nesse sentido, segundo o filósofo alemão Hans Jonas, o homem deve preocupar-se com os efeitos coletivos de suas ações e não apenas com suas consequências individuais. A afirmação desse autor se tornou clara quando o coronavírus chegou no Brasil e várias pessoas passaram a estocar álcool em gel em quantidade em suas casas, fazendo faltar esse produto no mercado. Dessa forma, é inadmissível que o brasileiro continue a agir de forma egoísta, principalmente em um período de pandemia, no qual o país passa por inúmeras dificuldades econômicas e sanitárias.

Ademais, a incapacidade de alguns indivíduos de se colocar no lugar o outro, pode gerar vários tipos de violência. Isso porque, quando o sujeito não tem empatia e se coloca em posição de superioridade em relação ao próximo, ele pode passar a maltratar. Infelizmente, esse foi o cenário da escravidão no Brasil, quando vários senhores de engenho foram responsáveis pelas milhares de mortes de pessoas negra, que até os dias atuais são vitimas de preconceito e assassinatos. Desse modo, é inaceitável que a falta de empatia continue a trazer consequências negativas para a sociedade, ainda mais em um Estado com tanta diversidade, como o Brasil. Portanto, fica evidente a importância de tornar os brasileiros mais empáticos.

Para tanto, é necessário que o Ministério da Educação, em conjunto com os estados e municípios, devem criar um projeto para ensinar as crianças a desenvolver empatia pelo próximo, por meio de atividades lúdicas. Isso pode ser feito pela promoção de seminários para os professores, explicando as didáticas a serem adotas, que serão financiadas pelo poder público. O objetivo, é implementar ações empáticas na sociedade ao educar os jovens, e aos poucos a nova geração de indivíduos poderá ser capaz de fazer a diferença.