ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 14/05/2021
Segundo o sociólogo zygmund Bauman, há uma relação líquida entre o homem e as coisas. Essa fluidez é característica da atualidade e pode ser expressa na falta de empatia: fenômeno crescente em que a dor do outro é ignorada. Nesse contexto, a inteligência emocional é imprescindível para que a sociedade não se paute nesse mal. Diante disso, é preciso analizar as causas e as consequências de tal realidade.
Em primeiro lugar, é preciso considerar o que Bauman declarou como efemeridade das relações. Essa característica, é incentivada na mídia que induz as pessoas a buscarem seus próprios interesses e não refletirem sobre suas próprias ações. É o que se observa nas telenovelas que mostram o sucesso financeiro e profissional dos vilões em contraposição ao personagem que faz o bem mas possui uma vida miserável. Tais exemplos fazem muitos acreditarem que a empatia não compensa.
Ademais, essa busca pela satisfação pessoal, pode levar ao que a jornalista Hannah Arendt classificou como banalidade do mal. Percebe-se que lamentavelmente, quanto mais centrado em sí, menos crítico é o indivíduo e, portanto, mais propenso a balizar atrocidades. Prova disso, está na do oficial alemão Adolf Eichmann, quando interrogado a respeito dos judeus que ajudou a executar: " Fiz apenas o meu tralho", ele respondeu. Isso mostra, que a falta de empatia é danosa para a sociedade.
Portanto, é necessário adotar estratégias para que esse tipo de comportamento seja revisto. O Ministério da Educação deve ampliar ações que promovam o senso crítico . Isso pode ser feito por meio de palestras e aulas. Por exemplo, professores de História e Sociologia podem abordar a importância do altruísmo nas relações e mostrar os efeitos históricos do individualismo. Essa proposta tem a finalidade, de formar cidadãos conscientes e questionadores, capazes de resistirem ao mal.