ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 27/05/2021

Segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. Seguindo essa linha de raciocínio, observa-se que um ambiente patológico, em crise, rompe toda harmonia social, já que um sistema comrropido não favorece o progresso coletivo. Nesse sentido, a falta de empatia nas relações sociais no Brasil atua como um fato social patológico, que rompe a harmonia da sociedade, em detrimento de vários fatores, dentre eles, o preconceito.

Mormente, deve-se ressaltar a ausência do agente primário de socialização, a família - como pais ou responsáveis - para combater a falta de empatia nas relações sociais. Dessa forma, a família - com o papel de ensinar relações de afeto e primeiros comportamentos sociais - ausente no desenvolvimento de um indivíduo, acaba contribuindo para a propagação da apatia na sociedade, pois os comportamentos sociais advém do espelhamento de responsáveis às crianças e adolescentes. Essa conjuntura, segundo as ideias do sociólogo francês Auguste Comte, configura-se como uma violação do ´´Processo de Socialização``, já que um dos agentes não cumpre sua função de garantir o bom desenvolvimento de um indivíduo incapacitado.

Como consequência, a falta de relações afetivas primárias pode causar vários problemas, como o aumento no índice de discriminações étnicas, culturais, de gêneros, entre outras, visto que a falta de empatia nas relações familiares acarreta problemas de socialização de um indivíduo em desenvolvimento intelectual e social. Isso se mostra na pesquisa do Datafolha, publicada em 2019, no qual 30% dos brasileiros entrevistados afirmaram já terem sido descriminados, o que poderia ser evitado se os discriminantes desenvolvessem empatia desde cedo pelo processo de socialização afetiva, como as famílias. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de mitigar a problemática. Para tanto, é imprescidível que o Ministério da Educação, por meio de leis e investimentos, estabeleça campanhas públicas em propagandas, escolas, faculdades - onde possa alcançar o máximo possível de cidadãos - conscientizando pais ou responsáveis ao processo de relações afetivas - visto que é a forma correta de um indivíduo criar empatia com o meio - contribuindo para uma harmonia na sociedade. Dessa forma, o agente primário de socialização desempenhará corretamente seu papel no meio social.