ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 08/07/2021

A falta de empatia é uma herança histórica e que persiste no Brasil.  A escassez dessa característica gerou genocídio e sofrimento no território brasileiro. Ademais, a insensibilidade permite destruir o presente e ignorar o futuro. Logo, a empatia é fulcral para uma boa conviviência em sociedade.

A priori, os colonizadores do Brasil não se colocaram no lugar do indígena quando descobriram um novo território e os brancos pouco se importaram com o sofrimento dos negros no período da escravidão. Consequentemente, o Brasil, desde o início, foi construído com a falta de compreensão. Nesse viés, diversos indígenas e negros foram mortos e subjulgados por causa da atitude egoísta dos colonizadores, interessados no lucro. Hodiernamente, tal atitude faz-se ainda presente, por exemplo, o alto índice de cirminalidade no Brasil, uma vez que criminosos não pensam no próximo. E os malfeitores são descendentes daquelas pessoas que sofreram no pretérito (indígenas e negros). Asssim sendo, antipatia gera antipatia.

Outrossim, a destruição da Mata Atlântica, o incêndio no Pantanal e os desmatamentos na Amazônia são reflexos da falta de empatia, já que o homem não se importa com a geração futura e por isso aniquila os recursos do presente. Tendo isso em vista, se tal atitude perdurar, o Brasil está condenado à pobreza de biodiversidade e de recursos naturais.   Portanto, a desumanidade gera pobreza para uma nação.

Em suma, o Brasil foi moldado na antipatia desde os primódios e isso gerou escravidão, genocídio, pobreza e violência. E os dois últimos problemas citados não se limitam ao passado, ainda estão presentes. A União deve promover campanhas nas mídias, redes sociais oficiais do Ministério da Educação e Cultura, nos programas de televisão e rádio, incentivando e ensinando como se posicionar no lugar do próximo. Só assim, o Brasil será mais coeso e consciente.