ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 10/05/2021

Após o processo de globalização ocorrido no século XVIII, a tecnologia se tornou aliada em diversos fatores, porém, foi fator predominante para a precariedade nas relações sociais entre a população. No Brasil atual, a ausência de vínculos com outros indivíduos contribuiu para a proliferação do individualismo, falta de empatia e diversos discursos de ódio, de modo que a sociedade se torne afetada por tal comportamento. Dessa maneira, fazem-se necessárias mudanças nesse cenário.

Mormente, é recorrente a escassez de empatia entre os indivíduos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal da Paraíba, 42,6% das pessoas alegam déficit de afinidade e 31,1% demonstram dificuldade para estabelecer relações afetivas. Por conseguinte, o aumento do individualismo e dos discursos de ódio é constante, de maneira que contribuem para a violência e crimes. Segundo dados do Mapa do Ódio, em 2018, diversas violações ocorreram devido a tal conduta no Brasil, por exemplo, de gênero, que foi registrado em todas as unidades federativas. Desse modo, são inevitáveis consequências negativas para a sociedade, uma vez que a falta de empatia está presente nas relações sociais.

Ademais, diversas instituições e universidades abordam em sua grade curricular apenas conhecimentos teóricos e técnicos, o que leva a um desleixo com a formação do individuo em suas relações sociais e afetivas. Assim como uma habilidade, a empatia é algo a ser trabalhada e exercida pela sociedade desde criança, de modo que a compaixão, solidariedade e outros benefícios e qualidades se tornem presente no cotidiano da população. Para que a frase citada por Thomas Robbes “O homem é o lobo do homem” se torne cada vez menos real na sociedade brasileira.

Torna-se evidente, portanto, que o Brasil ainda sofre com a falta de empatia nas relações sociais. Logo, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as instituições de ensino públicas e privadas, criar projetos gerenciados por profissionais adequados, que vise abordar a necessidade e a importância da presença da relação afetiva no cotidiano dos indivíduos, por meio de palestras e jogos pedagógicos, que trabalhe o contato com outras pessoas. A fim de mitigar a proliferação do individualismo e discursos de ódio e assim tornar o Brasil um país mais empático e sociável.