ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 14/05/2021

A série “Os 13 porquê”, exibida pela empresa de streamming Netflix, demonstra os motivos que levaram Hannah- personagem principal- a cometer suícidio, tendo como principal aspecto as relações interpessoais com os colegas de classe. Fora da ficção, a realidade brasileira aprensenta características com a mesma problématica no que diz respeito à falta de empatia nas relações sociais. Esse cenário nefasto tem como causa o individualismo exercido na contemporaniedade gerando o “cancelamento” dos ínviduos.

Nesse sentido, vale destacar que a falta de empatia é o motor do problema em questão. Sob esse viés, é necessário citar que  no livro “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade moderna é fortemente influênciada pelo individualismo. A tese do escritor pode ser observada de maneira específica no que tange o “somente ser” e não “ser o outro”, já que, essa maneira de agir impede que o ser humano como indíviduo instituido em uma sociedade pense coletivo, pois é nótiro as diversas formas de competitividade e egoismo presente na sociedade, como pode ser visto os casos de homícidios, latrocínio e entre outros crimes exibidos nos meios de notícia. Logo, é necessário que medidas empaticas faça parte do cotidiano brasileiro.

Em consequência disso, surge a questão do “cancelamento”, que intensifica o problema. Naturalmente, com a falta de empatia na sociedade contemporanea e os adventos da tecnologia, as informações sobre as pessoas(em sua maioria sendo “famosa”) chegam mais rápido, seja por meios de trocas de informações pessoais( conhecido popularmente como “site de fofocas”), seja por canais televisivos. Como resultado, as pessoas entendem que cabem a elas o julgamento por determinada atitude alheia, gerando uma onda de “cancelamento”, como aconteceu com os participantes do reality show Big Brother Brasil. Vale destacar, que os erros ou problemas de alguma pessoa não concerne o julgamento alheio, até porque o ser humano é uma “máquina” de erros em busca do acerto.