ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 17/05/2021
O termo “simpatia” tornou-se cada vez mais comum na comunicação, referindo-se ao comportamento de compreender, tolerar e simpatizar com as dificuldades dos outros e colocar-se no sofrimento dos outros. Por outro lado, chama a atenção a inexistência de tal comportamento no mundo, inclusive no Brasil, onde a era da Internet e o preconceito em torno das condições mentais são atormentados pelas relações sociais no país, formando uma sociedade insensível.
Em primeiro lugar, é necessário entender que a terra está intimamente relacionada à tecnologia. Com o surgimento das ideias da Terceira Revolução Industrial, o progresso após a Segunda Guerra Mundial foi nomeado e reconhecido, mas trouxe uma grande impersonalização aos meios de produção. Este fator se reflete na falta de empatia efetiva no ambiente online (conectado à Internet): os aplicativos “sociais” se distanciam gradativamente dos usuários, eliminando qualquer tipo de problema mental.
Igualmente, pode-se dizer que esse estigma está tão presente quanto na ‘’vida real’’, quando se fala de conversas particulares e debates constantes. Contradizendo a frase do pensador Lázaro de Souza Gomes: ‘’Para entender e ajudar o próximo é necessário se imaginar na condição dele’’, as pessoas ainda não estão aptas a debater outros problemas além dos delas, não por culpa própria, mas porque foram criadas em uma cultura egocêntrica e egoísta. Portanto, colocar-se no lugar do outro ainda é uma realidade longínqua, que requere terapia intensiva e universal.
O Governo brasileiro, finalmente, deve aliar-se ao Ministério da Educação, promovendo eventos escolares, os quais ocorrerão semanalmente entre crianças e adolescentes, envolvendo atividades recreativas e sessões de terapia em conjunto, difundindo ideias empáticas e contra o bullying. Dessa forma, a sensibilidade social será recuperada e um planeta empático será formado.