ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 17/05/2021

No livro “Todo dia” de David Levithan, o protagonista, chamado apenas de A, acorda todos os dias em um corpo e em uma vida diferente, e por sentir - literalmente - a dor e as emoções dos outros, se torna um ser extremamente empático. Fora da ficção, no Brasil atual, ainda há uma lastimável falta de empatia nas relações sociais que precisa ser ampliada para combater o egoísmo e a intolerância.

Em primeiro lugar, deve-se entender que o egoísmo brasileiro vem da cultura liberal em que está inserido, pois segundo Adam Smith - pai do liberalismo econônomico -, o indivíduo só deve buscar o sucesso próprio para que o país prospere. No entanto, esse pensamento é prejudicial ao Brasil por ferir o senso de comunidade que melhoraria as mazelas sociais não solucionadas pelo governo. Por consequência, o país desvaloriza o voluntariado, o que é provado por apenas 4,3% da população brasileira realizar esse tipo de trabalho, dado do IBGE.

Além disso, a carência de cuidado com o próximo também fortalece a intolerância e os crimes de ódio no país. A exemplo disso, tem-se os comentários maldosos feitos nas publicações do comediante Paulo Gustavo, enquanto ele estava internado, desejando sua morte apenas por ser homossexual. Assim, é necessário que a sociedade adote o pensamento do pacifista Mahatma Gandhi que defendia que a lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua pois os cidadãos nunca pensarão todos iguais.

Mediante o exposto, é necessário tomar medidas para resolver  o impasse. Para isso, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve incentivar desde o período escolar as práticas empáticas por meio da criação uma nova disciplina na Base Nacional Comum curricular. Essa deve abordar a importância da tolerância com todas as pessoas além de realizar trabalhos voluntários na comunidade para incentivar o hábito. Dessa forma, será possível desenvolver uma enorme empatia entre os brasileiros, assim como A tinha pelos corpos que habitava.