ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 17/05/2021

Segundo pesquisa feita pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, o Brasil ocupa o quinquagésimo primeiro lugar no raking dos países mais empáticos, entre os 63 analisados. Nesse sentido, observa-se a crescente falta de empatia nas relações sociais na população verde-amarela, com base na baixa colocação adquirida pelo país. Dessa forma, ressalta-se que o individualismo exacerbado e o pouco debate sobre a temática, permitem a continuidade do cenário no país.

Na primeira análise, é válido designar o egoísmo como um agravante da problemática. Nesse contexto, a afirmação do psicológo Carl Rogers, “ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”, demonstra como o egocentrismo interfere nas relações humanas, posto que impede o florescimento do sentimento de empatia. Ademais, a situação apresentada também é confirmada por Zygumant Bauman e a modernidade líquida, em que é relatado como os indivíduos do século XXI estão cada vez mais preocupados com seus próprios interesses do que com os outros indivíduos. Por conseguinte, as relações interpessoais se tornam mais distantes e, logo, menos empáticas.

Outrossim, uma escassez de discussões sobre o tema é um fator que acarreta na persistência do panorama. Nessa perspectiva, é favorável salientar que o debate é uma fonte fundamental para a disseminação das ideias próprias, o que contribui para a sensibilização das pessoas. Dessa maneira, pode-se citar o mito da caverna, elaborado por Platão, em que reflete sobre a dificuldade dos seres humanos de enxergarem a verdade por medo de sairem de sua zona de conforto, a partir disso encontra-se nos debates, sobre a importância do sentimento em questão, um caminho para retirar as pessoas da “caverna” da falta de empatia. Sendo assim, inadmissível a continuação do quadro apresentado.

Portanto, as medidas devem ser tomadas para atenuar o problema. Desse modo, propõe-se que sejam elaboradas, pelo Ministério da Educação, atividades extracurriculares e dinâmicas educativas sobre a diversidade, respeito e empatia, por meio das escolas, que visem desde cedo quebrar os individualismos dentro dos alunos / futuros cidadãos. Além disso, é proposto o desenvolvimento de palestras, debates e propogandas, feitas pelo Ministério das Comunicações junto às redes televisivas, que busquem levar a conscientização às pessoas, e ensinar sobre a importância desse sentimento indispensável na sociedade.