ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 20/05/2021
Em sua fase racional, Machado de Assis, tirou a sociedade brasileira armou críticas aos comportamentos egoístas que caracterizam esse país. Fora da menção, a realidade contemporânea caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito a falta de afinidade nas relações sociais no Brasil. Essa cena ocorre devido à pouca discussão sobre a tolerância na sociedade.
Primeiro, deve-se ressaltar insuficiência de medidas governamentais para combater o aborrecimento, no que tem relação à criação de mecanismos que desenvolvam debates sobre tal assunto. Nesse sentido, como há poucas discussões sobre a empatia na sociedade que é inevitável a população ter desconhecimento sobre a necessidade dessas virtudes na formação do indivíduo, por consequência, atitudes de não compreender e não se colocar no lugar do outro se tornam frequentes. Essa circunstância, segundo idéias do filosofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado deve cumprir sua função e garantir que os cidadãos se mantenham em consciência, o que infelizmente, é um grande problema no Brasil.
O egoísmo, ainda é um grande impasse para a problemática no Brasil. Na obra " Cegueira Moral" de Zygmunt Bauman, fala da sociedade atual, que tem como fim último o próprio eu, a diferença para o seu semelhante é algo de extremo presente na atualidade. Diante dessa evidência, o egocentrismo é a causa de diversos problemas sociais, isso ocorre porque a falta de empatia atrapalha o indivíduo à compreender a realidade do outro. Um grande exemplo disso é a corrupção, em que um representante usa de meios ilegais para obter vantagens próprias, esse é um crime inconstitucional que favorece o praticante e prejudica a população.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Para isso surge que o Ministério da Educação gere, por intermédio de verbos governamentais, campanhas publicitárias nos meios de comunicação e nas escolas que sejam voltadas a conscientização sobre a importância de incluir estimular a empatia nos vínculos sociais, de modo a evitar desvalorizações sobre tal virtude. Assim, se consolidará uma sociedade mais harmônica, na qual o Estado desempenha corretamente seu " contrato social" como cita John Locke