ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 19/05/2021

“O homem é o lobo do homem”, a frase de Thomas Hobbes mensura que o homem é seu próprio inimigo. No contexto atual, o pensamento retrógrado ainda persiste, principalmente, no que refere-se à falta de empatia nas relações sociais no Brasil. O egoísmo, ao lado do orgulho, da insensibilidade, da incompreensão do outro, da instabilidade nos relacionamentos e, principalmente, do preconceito, corroboram com esse quadro. Como consequências negativas da falta de empatia, tem-se bolha de isolamento, indiferença e superficialidade. Indubitavelmente, o resultado desse distúrbio guia para uma ampliação dos crimes de ódio. Com o intuito de atenuar essa situação, é necessário enfrentar o egoísmo e o preconceito.

Segundo o site “Revista Pazes", “É a falta de empatia que contamina o mundo com sua praga do imediatismo, do consumismo, do uso indiscriminado de recursos naturais”. Logo, é notável não só a desumanização do homem com a natureza, mas também e, consequentemente, com si próprio. Esse amor excessivo aos próprios interesses e a desconsideração de outras pessoas leva a um individualismo imoderado. Esse egocentrismo é notado, com consequências tragicas, pode-se colocar em pauta o ambiente pandêmico que iniciou-se em 2020 com o COVID-19, em que as pessoas se recusam a utilizar máscaras em virtude das crenças e das idolatrias estimuladas pelas redes sociais. Nesse sentido, um estudo sobre o perfil psicológico desses brasileiros que se opõem ao uso de máscaras, executado entre março a junho de 2020, foi publicado pela revista “Personality and individual differences”. As principais constatações da pesquisa foram: níveis altos de insensibilidade, tendência ao engano e autoegano e comportamentos de riscos, mas ao contrário do que se esperava, a empatia foi a variável com o menor grau correlação a essa conduta.

Dessa maneira análoga, o preconceito é altamente nocivo para a sociedade, acarretando violência, abuso verbal e crimilidades e esses prejulgamentos estão aumentando cada vez mais na sociedade. Esse fato pode ser percebido pelo elevado número de feminicídio e de racismo no tempo presente; de acordo com o site “Gênero Número”, o feminicídio foi o único crime de ódio registrado em todos os estados brasileiros, em 2018.

Logo, diante dos fatos apresentados é visível a necessidade de uma mudança. O Ministério da Educação e da Cultura deve realizar palestras de conscientização em escolas sobre a temática da empatia; O Estado aliado com a Secretaria Especial de Comunicação Social deve, por meio cibernético, divulgar cartazes educativos e colocar programas em horário nobre da TV sobre crimes de ódio e, com o apoio da polícia local, fazer justiça aos responsáveis. Para assim, atenuar o egoísmo e o preconceito.