ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 01/06/2021
O filósofo Adam Smith defendeu a tese de que só seria gerado riqueza nas nações por meio da busca individual por desenvolvimento e crescimento econômico pessoal, o que concerne a falta de empatia na relações sociais no mundo, inclusive no Brasil. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da individualidade e o legado histórico da mesma.
Convém ressaltar, a princípio, que o individualismo é um fator determinante para a persistência do problema. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo egocentrismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na sociedade brasileira no que tange falta de empatia nas relações sociais. Essa liquidez, que influi sobre o ato de não se colocar no lugar do outro, funciona como um forte empecilho na vida dos indivíduos na sociedade.
Vale ressaltar, também, que a fata de empatia no país evidencia o legado histórico deixado pelos colonizadores de Portugal, que vieram apenas em busca de explorar recursos do Brasil que trouxesse algum benefício a eles, sem se importar com o que precisaria ser feito para alcançá-lo. Essas atitudes egoístas encontram-se enrizadas até os dias atuais, dificultando ainda mais a erradicação destas.
Portanto, é indispensável que medidas sejam tomadas para que a empatia nas relações sociais passe a fazer parte da realidade brasileira. Faz-se necessário que Ministério da Educação, em parceria com Conselho Federal de Psicologia do Brasil, promovam palestras nas escolas de Ensino Médio, sobre a importância da empatia para ajudar no enfrentamento de problemas sociais e para o equilibrio da sociedade. Essas palestras devem ter demonstrações de consequências que a falta da mesma trouxera em ocorrências passadas, a fim de tornar a prática da empatia presente na relações sociais no contexto atual do Brasil.