ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 20/07/2021

O filme sul-coreano “Invasão Zumbi” aborda, além dos aspectos de terror e ação referentes ao gênero, diversas situações onde seus personagens se tornam dependentes das relações de empatia e companherismo para conseguir sobreviver. Dentro desse contexto, é possível notar elementos semelhantes entre o cenário do longa metragem e certos aspectos sociais cotidianos, tais como as ações egocentricas praticadas em meio a uma situação de conflito e as consequências destas, que por sua vez prejudicam o bem comum.

Primeiramente, é importante destacar que a falta de empatia nas relações pessoais tem raízes intrínsecas ao egoísmo, e é reflexo de uma sociedade imersa neste. O filósofo Immunuel Kant define o egoísmo moral como a incapacidade de um ser detectar utilidade em algo ou alguém que não lhe beneficie, ou seja, um indivíduo que age apenas por conveniência. Dessa forma, principalmente mediante situações conflituosas, sempre haverão aqueles que priorizam o bem próprio e decidem optar por ações pretenciosas ao invés de favorecer o bem comum.

Ademais, ações egoístas têm como consequências naturais uma série de problemas comunitários, tais como o preconceito oriundo segregação sociocultura, já que a falta de empatia nas relações sociais favorece demasiadamente ao modo como um ser humano se comporta diante de seus próximos. Além disso, aqueles desprovidos de sentimentos empáticos podem afetar a saúde fícica e psicológica daqueles ao seu redor, a primeira por meio de ações agressivas, e a segunda por meio de pressão, assédio ou bullying direcionado, prejudicando assim a integridade da vítima.

Logo, visto que a problemática pode causar consequências negativas para a vivência comunitária, medidas devem ser tomadas para a solucionar tal adversidade. Dessa forma, cabem as Sacretarias de Saúde dos Estados criar programas de apoio psicossocial que possam atuar em espaços públicos, tais como escolas e empresas, de forma a mitigar o problema. Tais programas devem visar o bem estar comum, e proporcionar ensinamentos e apoio para a promoção do respeito e da empatia através de palestras, oficinas e consultas com profissionais das áreas de psicologia e assistência social. Dessa forma, poderão ser criados ambientes mais harmoniosos em locais de convivência conjunta, beneficiando aos cidadãos brasileiros, e aumentando sua qualidade de vida.