ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 23/06/2021

O filme “Funny Face” de 1957, ilustra através da protagonista interpretada por Audrey Hepburn, “Jo” uma personagem movida pela empatia pelo outro durante todo a trama. No entanto, na atual conjuntura brasileira, observa-se que a filosofia da empatia representada pelo personagem de Hepburn não se faz presente na sociedade - cenário preocupante e que demanda análise. Nesse sentido, faz-se imperiosa a discussão acerca da falta de empatia nas relações sociais no Brasil, de modo a discorrer não só sobre o papel omisso da família na problemática, como também da escola.

Em primeiro plano, fulcral apontar a grande quantidade de famílias que não colocam a necessidade de se práticar o olhar pelo outro - quadro danoso e que solicitação de modificação. Nesse ínterim, ao não ter-se a prática da empatia desde os primeiros anos de vida, o indivíduo tende a dificuldades de atuar de modo empático na sociedade. Dessa forma, tal panorama entra em concordância com o pensamento do sociólogo Pierre Bordieu, que todos os costumes de um ser são baseados no conceito de “Habitus”, ou seja, são adquiridos por meio da socialização, um exemplo da empatia. Logo, observa-se que várias famílias não praticam e ensinam como empáticos em casa, de modo a reafirmar o conceito de Bordieu, e promover um panorama negativo na sociedade hodierna brasiliana.

Outrossim, o sistema de ensino brasiliano atual não corrobora a uma sociedade pautada em conceitos empáticos, e sim em existentes de cunho capitalista. Nessa continuidade, o currículo escolar brasileiro não promove atividades, seminários e conversas voltadas para um aspecto humano da formação do aluno, mas sim os conhecimentos engessadas que visam um desempenho lucrativo no mercado de trabalho pelo educando. Dessa maneira, as escolas não desenvolvem o pensamento do pedagogo Paulo Freire, que chama a atenção para a necessidade do ensino deter de uma caráter humano e libertário. Assim, verifica-se que a escola fomenta um pensamento individualista, contrariando Freire.

Depreende-se, portanto, que não só a familia, como também a escola, corroboram a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério da Cidadania - órgão incumbido de promover o bem-estar dos cidadãos orientar os pais ao tópico do ensino da empatia, por meio e agentes sociais, com o intuito de promover um ensino empático desde os primeiros anos. Além disso, cabe ao MInistério da Educação - agente responsável pela educação no País- promover palestras e ações socio-sensibilizatórias nas escolas brasileiras, através de aulas com professores e profissionais da área do Serviço Social, com o fito de fomentar o ensino da importância da empatia na sociedade . Destarte, tornar-se-á possével, com tais medidas, promover relações empáticas na sociedade brasileira, um exemplo de “Jo” no trama de “Funny Face”