ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 29/05/2021
O filme dinamarquês, de 1987, “A Festa de Babette”, narra a história de uma jovem francesa que busca refúgio, após insurreições em seu país, no lar de duas jovens puritanas que a acolhem. Em paralelo ao drama, é notório como a religião estimula à prática da empatia, uma vez que a caridade é uma virtude muito presente no cristianismo. Desse modo, a promoção dos bons valores através da fé cristã é um recurso para o fim da falta de empatia, muito presente, nas relações sociais no Brasil.
A princípio, é válido ressaltar, que na Antiguidade o individualismo foi uma filosofia bastante atuante no modelo social. Por exemplo, os faraós do Egito tinham poderes que extrapolavam às questões de Estado e logravam ao direito à liberdade de seus servos. Segundo o historiador Le Goff, foi somente com a Instituição da Igreja Católica que o direito à vida, propriamente, foi conquistada através da difusão do amor à Deus, seguido do conceito de caridade ao próximo. Dessa forma, nota-se que foi através da devoção divina que o homem passou a ter sua dignidade humana preservada.
Além disso, é fato, que mesmo o Brasil sendo marjoritariamente de fiés católicos, os crimes de ódio têm crescido, segundo Mapa do Ódio, 2018. Por isso, é evidente que não basta apenas um bat soistério às estatísticas, porém o cumprimento de ordens como: “amem uns aos outros, como eu vos amei”, determinado nos Evangelhos de Jesus Cristo. Assim sendo, é impossível ser, seguidor da doutrina sem que, de fato, exerça à prática do amor aos seres humanos. Portanto, é por meio do abandono do antropocentrismo e a permanência do teocentrismo que será concebível uma sociedade mais harmônica.
É crucial, portanto, que a Igreja Cristã tome medidas emergenciais a fim de amenizar os conflitos sociais regentes na sociedade brasileira. Para isso, é mister que o Papa, juntamente com os cardeais e bispos, por meio de catequização, repudiem quaisquer atos que fujam dos princípios estipulados pelo fundador da Instituição. Ademais, criem políticas educacionais, através de discursos disponibilizados nas grandes mídias, que ensinem os verdadeiros valores morais e de fé aos fiés e a comunidade. Mediante essas ações, poder-se-á garantir uma sociedade mais “anfitriã”, assim como foram as jovens hospedeiras de Babette.