ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 31/05/2021

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é criada uma sociedade perfeita com ausência de conflitos e mazelas. No entanto, no contexto atual, sabe-se que é oposto ao do livro, uma vez que a falta de empatia nas relações sociais apresentam barreiras, como a individualização e, sobretudo, o absentismo de educação em tais relações, assim, ocorre o aumento dessa agrura. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e de desleixo que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do olhar coletivo nessa área. De acordo com a música “De Frente Pro Crime”, de João Bosco, a qual retrata o assassinato de um indivíduo e da indiferença que a trágedia provoca na coletivdade que a presencia. Nessa perspectiva, percebe-se que a sociedade hoje, em alguns casos, praticam atos desumanizados, isto é, ignoram mazelas cotidianas, como a da música, haja vista que fecham os olhos diante de ocorridos como se fossem algo comum. No contexto atual, tem-se a cada dia um novo recorde de mortes por covid-19 e os indivíduos continuam infringindo as leis de proteção. Com isso, essa deturpação social ratifica a ausência de empatia a dor do próximo. Logo, mostra-se uma coletividade ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do Poder Público nessa temática. Na ótica de Hannah Arendt, que desenvolveu o conceito conhecido como banalidade do mal, o qual afirma que as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Sob esse viés, quando o Estado não enxerga essa agrura com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da individualização, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como a exclusão e, por tabela, a sensação de solidão. Dessa forma, é fulcral que o Governo reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o olhar coletivo precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa esfera, por meio de palestras educativas e, por tabela, documentários inseridos nessa causa, a fim de fomentar a consciência coletiva. Ademais, o Estado precisa intensificar as ações de instituições de ensino e criar projetos gerenciados por profissionais adequados, por intermédio de jogos pedagogícos, que trabalhem o contato entre indivíduos, com o intuito de barrar o percurso de todo o caos. Desse modo, para que a obra “Utopia” seja um exemplo para o Brasil se tornar um país mais empático e, por extensão, sociável.