ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 01/06/2021
A palavra empatia, segundo o dicionário Michaelis, significa “habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa; compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem; qualquer ato de envolvimento emocional em relação a uma pessoa, a um grupo e a uma cultura.” Entretanto, o que se observa nas relações sociais no Brasil é justamente o contrário, ou seja, a falta de empatia, visto que se nota o aumento significativo dos crimes de ódio, e seres humanos cada dia mais imediatistas e consumistas, preocupados somente com o agora.
Em um primeiro momento, é importante ressaltar o aumento dos crimes de ódio que é uma das consequências da falta de empatia nas relações sociais. Em 2019, mais de 12 mil casos foram registrados e, dentre eles, 33 ocorrências diárias foram motivadas por preconceito, de acordo com o Levantamento da ONG Words Heal the World. Contrariando a própria Constituição Federal do Brasil que assegura a todos os brasileiros o direito ao respeito e a uma vida digna. Dessa forma, ao analisar os dados e a frequência com que os crimes são relatados, tomar medidas e salientar a importância de serem tomadas é urgente para uma diminuição dos ocorridos.
Ademais, é possível notar que os seres humanos estão se preocupando cada vez menos com o passado e com o futuro, ou seja, estão se tornando mais imediatistas e consumistas. Fato que reflete na falta de empatia e preocupação com o meio e com as outras pessoas, reforçando a postura inquietante e negligente nas relações sociais com falta de empatia.
Em vista disso, conclui-se que o Ministério da Educação deve realizar projetos e palestras nas escolas e comunidades como forma de conscientização sobre as consequências da falta de empatia nas relações sociais e disponibilizar, com o apoio do Ministério Público, dados sobre os crimes de ódio, já que muitos os desconhecem. Assim, com educação e conhecimento, será possível a redução dos crimes de ódio e do comportamento imediatista que está se tornando cultural no século XXI.