ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 01/06/2021

A partir do Iluminismo, conhecido como movimento intelectual centrado na ciência e razão, infere-se que uma sociedade só prospera quando um se comove com o problema do outro. Entretanto, quando se constata a sociedade e a falta de empatia, na contemporaneidade, observa-se que esse modelo iluminista não é constatado na pratica, unicamente na teoria, e os obstáculos permanece inerentemente associado a veracidade do país. Esse quadro importuno é efeito tanto de um encadeamento da ausência de punições pelo legislativo, quanto da negligência de uma sociedade movida pela desiqualdade generalizada. Perante isso, transfigura-se imprescindível a contestação desses conceitos para o desenlace eficiente do desenvolvimento da sociedade.

Em primeiro lugar, é imprescindível pontuar que a ausência de empatia procede da baixa execução dos serviços governamentais, no que se vincula á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançando na sociedade. De maneira correlativa, é concebível distinguir que, no Brasil, o encadeamento da insuficiência de punições por meio legislativo infringe com essa analogia, haja vista que por essa condição são imposta situações de complexas desumanidades e com excesso de preconceito, verificadas principalmente como a criminalidade de gêneros. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é impreterível salientar a negligência da sociedade diante a desigualdade como propulsor do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Perante de tal contexto, é abrangido no cenário, variantes formas de desigualdades, como a postura de superioridade de classes sociais, através de fatores que correlacionam a riqueza,poder,luxuosidade,etnia,sexualidade, dentre outros que se mostram com tamanha crueldade e hostilidade precursora. Tudo isso retarda a resolução do empecilho.

Desse modo, visando á atenuação do problema, é preciso modificar a realidade, conforme o pensamento do jornalista irlandês George Shaw, que diz que o progresso é impossível sem mudança. Assim, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por interposto do governo, será revertido em meios de legislação específica e politícas acionistas, que visem adequadamento de punições adequadas e intervencionistas, para o alcance de um aspecto mais humanizado, igualitário,  através do combate das várias formas de desiqualdade e preconceito impostos. Destarte, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema.