ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 08/06/2021
A partir do Iluminismo, conhecido como movimento intelectual centrado na ciência e na razão, infere-se que uma sociedade só prospera quando um se comove com o problema do outro. Entretanto, quando se constata a sociedade e a falta de empatia, na contemporaneidade, observa-se que esse modelo iluminista não é constatado na prática, unicamente na teoria, e os obstáculos permanecem inerentemente associado à realidade do país. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Primordialmente, é imprescindível pontuar que a ausência de empatia procede da baixa execução dos serviços governamentais, no que se vincula à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. A propósito, segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançando na sociedade. De maneira correlativa, é concebível distinguir que, no Brasil, a carência de punições por meio legislativo infringe essa analogia, haja vista que, por essa condição são impostas situações de diversas desumanidades e excessos de preconceitos, ligados à criminalidade de gêneros, observando fatores que encadeam a problemas emocionais e pessoais, desencadeando em uma vida com falta de soberania. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é impreterível salientar a negligência da sociedade diante da desigualdade como propulsor do problema. Em adição, de acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Perante tal contexto, várias formas de desigualdades são confinadas, como a postura de superioridade de classes sociais, através de fatores como a riqueza, poder, etnia, sexualidade e luxuosidade que se desmonstram com tamanha crueldade e hostilidade precursora. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o desmazelo da sociedade diante da desigualdade favorece a perpetuação desse cenário insalubre.
Desse modo, visando a atenuação do problema, é preciso modificar a realidade, conforme o pensamento do jornalista irlandês George Shaw, que diz que o progresso é impossível sem mudança. Assim, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por interposto do governo, será revertido em meios de legislação específica e políticas acionistas,que visem adequadamento de punições justas e intervencionistas. Destarte, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta de empatia na sociedade, e a coletividade será alcançada como na teoria Iluminista.