ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 03/06/2021

Há mais de 70 anos, Georde Orwell escreveu o livro 1984, no qual a sociedade é organizada aos modes de um sistema autoritário, que utiliza-se do medo para controla a população, destaca-se na história a personagem Julia que tem atitudes contrárias ao Partido, mas apenas quando as consequências das imposições do governo decaem sobre a vida dela, mostrando a falta de empatia da personagem com o corpo social. Fora da ficção no contexto atual, as relações sociais dos brasileiros também carecem de empatia, como na distópia. Esse problema, cuja causa se relaciona com a formção individualista do povo brasileiro, gera consequêncis negativas como o menospreso com a violência.

Deve-se destacar, inicialmente, que a estrutura educacional na maioria das escolas brasileiras é fortemente individualista. Isso é o que o pedágogo Paulo Freire intitula de “Educação Bancária”, na qual as escolas se preocupam mais em repassar conteúdos do que com a formação de cidadãos empáticos e respeitosos. Dessa forma, constroí-se gerações com indivíduos competitivos e incapazes de terem relações sólidas, o que é um empecilho na criação de uma civilização igualitária e harmônica.

Por conseguinte, nota-se uma intensa banalização de crimes na sociedade brasileira. Tal fato serviu de inpiração para o escritor José Saramago na distópia “Ensaio sobre Cegueira”, em que parte da população perde a visão e fica isolada, neste ambiente acontece roubos, estrupos, uso da violência, entre outras outras atitudes, que tamém estão presentes na sociedade contemporanea. Nesse sentido, a crítica de Saramago consiste na conclusão de que o mundo está cedo das maldades que faz, uma vez que, mesmo com a visão plena, os indivíduos não enchergam suas condutas violentas com outros seres humanos, que também necessitam serem respeitados. Portanto, é imprescindível a desarticulação dessa conjuntura individualista.

Logo, é essencial acabar com a falta de empatia nas relações sociais no Brasil. Para isso, cabe às Escolas criarem programas de exercícios de empatia, por meio de dinâmicas com interações em grupo que presem pela formação de relações afetuosa sólidas – as quais devem ocorrer desde a educação infantil, em instituições públicas e privadas, além de ter auxilio de especialistas no assunto –, com intuito de formar mais gerações empáticas. Ademais, compete às Mídias de TV exibirem boas ações que os brasileiros estão fazendo, a fim de inspirar outros indivíduos a fazerem o mesmo. Com essas medidas, construirá-se uma sociedade cada vez mais unida, diferentemente da prevista por Orwell anos atrás.