ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 04/06/2021
No livro “A República”, do filósofo grego Platão, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e vicissitudes. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de empatia nas relações sociais relacionadas, as quais dificultam a concretização dos planos de Platão. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ganância, quanto do egocentrismo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, um fim do funcionamento da nação.
Deve-se destacar, de início, a ambição como um dos complicadores do problema. Sendo assim, é válido pontuar que os portugueses comercializavam e escravizavam pessoas no período colonial. Partindo desse pressuposto, percebe-se que boa parte dos seres humanos fazem o que for preciso para obter lucro, mesmo que isso vá causar mal para o seu próximo. Nos dias atuais, a escravidão foi abolida, porém, com a Era do capitalismo os estão estão cada vez mais completa a acumulação de bens e a ascensão social, para isso, estão dispostos a romper laços afetivos e prejudicar outros cidadãos. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio ainda haja tanto desrespeito nas relações sociais, violando o que é necessário contitucionalmente.
Ademais, é imperativo ressaltar o egoísmo como promotor do empecilho. Nessa perspectiva, de acordo com Zygmunt Bauman -sociólogo polonês-, a modernidade é a época em que o centro da existência é o individualismo, é uma fase marcada por uma expansiva autonomia do homem em relação à vida social. Essa contemporaineidade, um qual ele chamou de “Modernidade Líquida”, fez com que os mesmos se desprendessem dos vínculos sociais. Logo, nota-se que as pessoas pensam mais em si mesma e não se importam com os outros, a consequência disso são seres cada vez menos empáticos, desumanos e egoístas.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a falta de empatia nas relações, exortar que o Poder Executivo -cujo a intenção é comandar e governar a população-, por meio do Ministério Público, promova as ações judiciais relevantes, contra atitudes individualistas que prejudicam outros cidadãos . Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do óbice e a coletividade alcançará “A República”.