ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 05/06/2021
Segundo o cientista inglês Isaac Newton, os seres humanos constroem muros demais e pontes de menos. Trazendo essa reflexão para o contexto das relações sociais, podemos relacioná-la facilmente com a falta de empatia que, se mostra cada vez mais presente entre as pessoas as quais visam apenas o seu próprio crescimento, sem se importar com as o que se passa na vida do outro. Esse cenário é resultado de uma sociedade fundamentada na fome de poder e pode trazer sérios riscos para as próximas gerações.
O povo brasileiro é visto internacionalmente como muito hospitaleiro, sendo o país refência nesse aspecto. Com isso, muitas pessoas acabam associando tal hospitalidade com empatia, o que não acontece na prática, numa pesquisa da Universidade de Michigan (2016) que analisou o nível de empatia do povo de 63 países, o Brasil aparece em 51° lugar. Esse dado parece assustador, porém se analisarmos a história é fácil entender, uma vez que, desde o surgimento do capitalismo, mesmo em sua forma mais primitiva, o homem busca sempre alcançar o topo, ser melhor que o outro e com isso vai “atropelando” tudo e todos pelo caminho.
Diante disso, temos como resultado hoje uma sociedade egocêntrica que, só faz o bem e tem empatia quando a convém, situação que tende a ficar cada vez pior se medidas não forem tomadas para revertê-la. Vale ressaltar que, o processo de se tornar empático se inicia desde a infância, e uma boa educação tanto em casa quanto na escola pode formar uma pessoa melhor, que não queira apenas ter poder a qualquer custo.
Portanto, conclui-se que, para evitar a formação de pessoas cada vez mais egoístas e de uma sociedade doente no futuro é preciso tratar esse problema direto nas raízes: na formação da crianças. Para isso, o Ministério da Educação deve implantar nas escolas de nível básico e fundamental, por meio de uma reforma nas grades curriculares uma disciplina exclusiva para trabalhar a empatia nos alunos, impedindo a criação dos “muros” e incentivando o surgimento das “pontes”.