ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 15/06/2021
Em alguns seguimentos da sociedade, a necessidade da empatia nas relações coletivas já é debatida, mas não suficientemente difundida. Especificamente no Brasil, a falta ou insuficiência de colocar-se no lugar do outro implica no enfraquecimento da coletividade da polis. Nesse sentido, analisar fatores culturais e sociais, presentes nas micros e macros esferas das relações, é essencial para estabelecer as consequências que a ausência de empatia provoca.
Inicialmente, a cobrança excessiva pela produtividade, na atualidade, torna os vínculos sociais mais superficiais e individualistas. Segundo o filósofo Byung-Chul Han, em seu livro ¨A Sociedade do Cansaço¨, a valorização da hiperatividade e da inquietação dos indivíduos é um aspecto recorrente na contemporaniedade. Dessa forma, ações altruístas e humanas, como estar totalmente presente em uma conversa e disposto a escutar o outro, são desprezadas em detrimento do egocentrismo elevado objetivando ser aquela pessoa idealizada pelo sociedadde, que não tem outra perspectiva além de ser o mais proativo.
Ademais, as elevadas taxas de intolerância no corpo social brasileiro é um fator que fomenta a falta de empatia. De acordo com o site generonumero, no ano de 2018, no Brasil, grande parte dos estados registraram casos de crime de ódio devido à raça e em todos eles, devido ao gênero. Tal informação evidencia o derespeito às divergências que naturalmente estão presententes na sociedade e à falta de afeição. Essa na qual, caso fosse exercida efetivamente, contribuiria para a redução dos índices de transgressões de cunho preconceituosos e valorizaria a diversidade presente no país.
Portanto, com vistas a estimular a empatia nas relações sociais do Brasil, urge que o Ministério da Educação implemente na grade curricular da matéria de sociologia, por intermédio de decretos e leis nacionais sansionadas pelo Poder Executivo, projetos educacionais coletivos, mentorados por professores e psicólogos, que estimulam o contato e a interação entre os alunos e torne o ensino mais humanizados. Dessa forma, o indivíduo é ensinado e motivado, desde a infância, a ser mais afetivo e acolher as diferenças gerando, assim, melhoras nas relações sociais futuras.