ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 08/06/2021

O caso do negro George Floyd, assasinado pelo polícial, que ficou ajoelhado em seu pescoço, trouxe à tona a discurssão sobre a brutalidade policial contra negros. Pode-se dizer também que há uma falta de empatia, não só nesse, mas em tantos outros casos parecidos. E essa falta de empatia faz com que o ser humano desumanize o outro, seja mais egoísta e mais individualista. Isso pode ser uma consequência da pouca discussão sobre o assunto, a pouca participação no trabalho voluntário e também pelos crimes de ódio e a intolerância que vem ocorrendo atualmente.

Zygmunt Bauman ao tratar da modernidade líquida deixa claro que os indivíduos do século XXI estão muito mais preocupados com os próprios interesses do que com os outros indivíduos e que as relações são cada vez mais fluidas e menos estáveis, que por consequência muitos indivíduos se distanciam e obviamente não tem uma relação empática. Raí Manoel disse: “O meu universo é complexo, para entendê-lo depende única e exclusivamente da profundidade do seu olhar.”, ou seja, para se entender o outro deve olhar o interior, o caráter e não um olhar superficial e exterior.

Na realidade atual, onde o mundo foi afetado pela pandemia, todos podem ver que houve a falta de empatia na sociedade. Enquanto em muitos lugares havia falta de medicamentos, máscaras e álcool em gel, pessoas estocavam em suas casas. Na oportunidade de trabalho em hospitais e postos de saúde, uns lutavam para ajudar os pacientes, outros preferiram recuar e se prevenir ficando em casa ao invés de ir fazer um trabalho, mesmo que voluntário, para ajudar a salvar a vida de várias e várias pessoas. Infelizmente o problema só pode ser resolvido a longo prazo.

Portanto é importante que o Ministério da Educação faça com que ocorra discussões e incentivo ao voluntariado e a empatia no ambiente escolar, é necessário uma discussão efetiva sobre esse tema para que as pessoas percebam o mais rápido possível a importância de se preocupar com o próximo e não de olhar exclusivamente para o próprio umbigo. Além disso, é importante que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos faça campanhas na mídia, na televisão e nas redes sociais incentivando esse olhar diferente para o próximo, e como incentivo organizar uma premiação para pessoas que desenvolverem atitudes empáticas na sociedade.