ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 20/06/2021
“[…] Hoje estou certo / De que todo mundo é um / E tudo que nós temos é nós […]”. Os versos da canção “Principia” do cantor brasileiro Emicida, ressalta que a solidariedade e a união é tudo o que realmente a população vem a ter. Sabe-se que no cenário hodierno a falta de empatia vem implicando nas relações sociais brasileiras, dividindo ainda mais uma sociedade que já é desigual e separatista. Isso ocorre seja pelo caráter individualista da nação, seja pelos livres ataques de ódio, essa apatia que segue afetando o país é uma pauta relevante a ser analisada.
A priori, o individualismo é um dos fortes fatores que contribuem para a ausência de ligações mais socias dentro de uma comunidade. “A modernidade é a época em que a vida social passa a ter como centro a existência do ser mais individual.”, segundo o pensador Zygmunt Bauman, ao decorrer de gerações, o ser humano foi se desvinculando da sua natureza de ser um animal social, para passar a ser um animal mais individualista, mais egocêntrico. Visto isso, em uma sociedade pós-moderna, a ganância e o esfriamento de uma nação foram, aos poucos, excluindo a empatia como uma base essencial.
Acrescenta-se também que, o significativo aumento em ataques de ódio são o reflexo da apatia existente. O crescente uso de aplicativos sociais como Twitter, Instagram e outros, fez com que esses meios se tornassem canais de propagações e visibilidades desses comentários negativos e agressivos. Visto isso, a impunidade pelos quais esses ataques passam encorajam outros a cometerem as mesmas atrocidades. A ausência de empatia é resultado de toda a irrelevância que foi entregue aos atos de ódio.
Por fim, a falta de empatia nas relações sociais no Brasil é um alarme a uma futura sociedade que de social nada vem a ter. Conclui-se então que o Ministério da Educação pode incluir na grade educacional atividades que visem a prática de ações solidárias, por meio de orgnizações nas milhares de escolas brasileiras que invistam em dinâmicas e rodas de conversas com essa pauta, a fim de tornar a empatia característica da educação da nação. Também cabe aos responsáveis organizacionais das redes sociais, atentarem-se aos fortes ataques de ódio nos perfis, formulando-se ferramentas de denúncia. Desnaturalizando então, a apatia nas relações.