ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 13/06/2021
“O homem é o lobo do homem”. A frase, elaborada pelo pensador contratualista Thomas Hobbes, explicita a tendência do homem em agir de forma individualista, visando satisfazer suas ambições acima de tudo e todos. Por mais que existam pessoas com boas intenções e que praticam boas ações, encontra-se hodiernamente no Brasil uma sociedade carregada de más condutas e pessoas apáticas, refletindo assim em um país com alto índice de violência, preconceito e exacerbada concentração de riquezas.
Nessa proposta, a falta de empatia e a inclinação do indivíduo à “natureza hobbesiana” é agravada no cenário de modernidade, no qual as rotinas ficaram saturadas de afazeres e extremamente aceleradas. Em decorrência disso, o homem passou a canalizar sua atenção em bens materiais e em sua ascensão financeira, resultando em uma sociedade repleta de relações superficiais e frágeis. Este panorama contemporâneo é defendido pelo sociólogo Zygmund Bauman, na chamada modernidade líquida, abrangendo todos os impactos do avanço tecnológico e científico na humanidade.
Ademais, essa falta de empatia com o próximo é resultado de uma falta de abrangência do assunto nas escolas, as quais visam apenas transmitir saberes acadêmicos e não por formar cidadãos fraternos e praticantes de boas ações, como o trabalho voluntário. Além disso, o ambiente escolar é, na maioria das vezes, muito competitivo, principalmente por ser voltado as provas de ingresso às universidades. Desta forma, fica enrraizado uma crença de competição e individualismo pois, segundo o sociólogo Émile Durkhein, em uma sociedade os indivíduos estão sujeitos a compartilhar de um mesmo ideal, na chamada consciência coletiva .
Assim, a fim de construir uma sociedade mais fraterna, coletiva e menos preconceituosa e violenta, é de suma importância que o Ministério da Educação promova programas nas escolas que incentivem a prática de boas ações dos alunos na sociedade, como ajudar nos asilos e amparar animais abandonados. Para que desta maneira, seja possível criar cidadãos do bem e que vivam de forma harmônica, contrariando a natureza malígna proposta por Thomas Hobbes.