ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 21/06/2021

Empatia, ou a faculdade de se colocar no lugar do outro, tornou-se uma temática amplamente discutida na atualidade. No território brasileiro, embora historiadores digam que ele é dotado de afeto na relação de um para com  o próximo, observa-se a falta dessa característica nas relações sociais. Ademais, vale ressaltar que tal aspecto relaciona-se não só a traços culturais do brasileiro, como também a questões psíquicos comportamentais do ser humano, o que torna necessário a análise do problema.

É preciso analisar, antes de tudo, as características, observadas de forma histórica, empregadas por um Sociólogo aos brasileiros. Nesse sentido, é válido ressaltar que, segundo o Historiador Sérgio Buarque de Holanda, a pessoa brasileira possui como característica primordial traços da cordialidade, ao apresentar demasiadamente em suas relações empatia e afeto. Porém, tristemente, tal adjetivação deturpada da personalidade brasileira entra em contradição com a realidade, uma vez que observa-se uma completa truculência e brutalidade, com finalidade de subjugar outrem, nas relações sociais.

Além disso, é necessário analisar a configuração e o motivo da falta empática nos indivíduos. Dessa forma, cabe ressaltar que, segundo o Sociólogo Michel Foucalt, em seu livro Microfísica do Poder, as relações sociais se configuram como medições de poder de forma inconsciente, em que há, de um lado, quem ganhe e, de outro, quem perca. Partindo desse ponto de vista, observa-se o motivo pelo qual há a falta de empatia no trato com para com o outro, uma vez que o indivíduo para, errôneamente, se validar ideológicamente, trata outrem com vieses impositivos de atos e ações, os quais tendem, na maioria das vezes, ridicularizar o outro.

Fica claro, portanto, que são necessárias medidas para reverter a situação supracitada. Logo, é dever do Ministério da Eduação, em conjunto com as Escolas Públicas e Privadas, promover aulas educativas em horários extracurriculares com professores de Filosofia especializados em ética e moral, as quais visem estabelecer no inconsciente das crianças traços do brasileiro que foram perdidos como a cordialidade. E somente assim, dissipando aspectos do poder inconsciente na população, obsevar-se-á novamente a empatia nas relações sociais no Brasil.