ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 22/06/2021
A série “Control Z”, da Netflix, relata, em um de seus episódios, um adolescente que sofre bullying devido à sua sexualidade, em seguida, uma colega de classe o defende para que isso não aconteça mais. Ao trazer para a realidade, assim como a menina defendeu o seu colega, muitas pessoas acabam defendendo umas as outras para que situações desconfortáveis e que possam vir a machucar não aconteçam. A partir disso, é necessário entender os problemas que a falta de empatia pode trazer para a sociedade e de que maneira isso pode ser prejudicial para o Brasil.
Primeiramente, segundo o filósofo Michel Foucalt, todo ser humano é uma construção psicológica e social, sendo assim, é de suma importância o cuidado com as relações sociais e com a sua saúde mental. Dessa forma, atitudes como o racismo e o bullying, que, por diversas vezes, está enraizado na sociedade brasileira, em brincadeiras ou em apelidos agressivos que, até então, banalizados, podem acabar trazendo diversos problemas à sociedade, tais como a ansiedade e depressão. Dessa maneira, segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é o país mais ansioso no mundo, podendo ser, também, decorrente da falta de empatia, uma vez que, um indivíduo encontra-se com problemas e não encontra ninguém que venha oferecer ajuda ou chama-lo para conversar.
Em segundo ponto, de acordo com uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan (EUA), o Brasil ficou em 51º lugar entre os países mais empáticos do mundo. Tal posição no ranking se torna preocupante se tratando de empatia no país, uma vez que, se cada vez mais os brasileiros se tornam mais empáticos e menos ajudam, as relações sociais tendem a ficarem mais tóxicas, uma vez que, param de se por uns nos lugares dos outros. Desse modo, taxas como a da pobreza e de doenças mentais tendem a subir, pois, as pessoas irão tratar umas às outras como querem e não tenderão a pensar se aquilo poderá ser prejudicial ou não, tendo, assim, uma sociedade cada vez mais afundada no seu próprio egocentrismo.
Destarte, faz-se mister que o Governo Federal veicule comerciais por meio dos meios midiáticos, mostrando a importância da empatia para com a sociedade. Do mesmo modo, é necessário que profissionais da área de psicologia demonstre, em dados, os crescentes números de suicídios recorrentes de doenças como a depressão, e, também, explique a importância da empatia através de palestras ocorridas nos 5570 municípos brasileiros. Tal ação conscientizará a sociedade da importância do cuidado com as pessoas e poderá incentivar uma empatia social, visando, assim, uma sociedade mais atenciosa e menos tolerante de atitudes preconceituosas como a menina de “Control Z”.