ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil
Enviada em 27/05/2022
Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere à falta de empatia nas relações sociais. Nesse contexto, torna-se como causas o individualismo e a insuficiência de leis.
De início, é notório que o só pensar em si é um complexo dificultador para resolução da problemática. Na obra “Modernidade Líquida”, o sociólogo Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira específica na realidade brasileira, uma vez que crimes como homicídios e roubos crescem constantemente, a exemplificar a ótica. Assim, é preciso analisar essa liquidez que influi sobre o problema e tentar revertê-la.
Além disso, a falta de uma legislação eficiente também é um impecilho. Um exemplo disso é que segundo o uol.com.br, embora a LGBTfobia seja crime há mais de dois anos no Brasil, a violência contra pessoas LGBTQIA+ continua crescendo. Nessa perspectiva, a necessidade de leis mais eficazes para impedir a falta de empatia com aquilo que é “diferente”, é necessário no território brasileiro, pórem não é praticado. Dessa maneira, o que verifica-se é uma insuficiência
da legislação, se esta não vier atrelada a políticas públicas que ajam na base social do problema, dificulta sua resolução.
Depreende-se portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a empatia nas relações sociais do Brasil. Então, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, desenvolvam “workshops”, em escolas, sobre a importância da empatia para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do fundamental a fim de criar uma base empatica desde cedo, porém, o evento pode ser aberto à comunidade. Além disso, podem ser ofertadas atividades práticas, como dinâmicas e dramatizações, a fim de tratar o tema de forma lúdica, para que a empatia seja uma prática natural e normalizada.