ENEM 2020 (Reaplicação) - A falta de empatia nas relações sociais no Brasil

Enviada em 28/06/2021

A empatia pode ser definida como a capacidade de um indivíduo de compreender o que outro sente e se solidarizar com o mesmo. Em contrapartida, uma pessoa que não tem esse poder é capaz de ações que prejudicam outras, muitas vezes sem se sentirem culpadas ou arrependidas. Nesse sentido, a falta de empatia está na raiz de inúmeros problemas que a humanidade enfrentou ao longo da História ou mesmo atualmente.

Nesse viés, um grande exemplo disso foi o Holocausto, ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial. Nesse período, cerca de seis milhões de pessoas foram mortas nos campos de concentração nazistas porque não pertenciam à “raça ariana”, para que a mesma fosse “purificada”. Considerado o maior genocídio do século XX, o evento mostra como a falta de empatia pode levar pessoas ou grupos a cometer atrocidades a fim de alcançar seus próprios interesses.

Além disso, atualmente, na sociedade brasileira, a falta de empatia também está na base de crimes como o estupro, por exemplo. Segundo dados do Atlas da Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2018 foram relatados em média 135 estupros com vítimas femininas por dia, e o Atlas considera que apenas 10% a 15% dos casos são reportados. Esses dados, além dos casos de feminicídio, racismo, homofobia, xenofobia e tantos outros que acontecem diariamente, mostram que a falta de empatia continua impregnada em larga escala nas sociedades.

Em conclusão, tendo em vista que o problema leva à violações dos direitos humanos, faz-se necessária uma intervenção. Assim, o Ministério da Educação e Cultura deve promover projetos anuais nas escolas, em que os alunos terão que realizar alguma ação para o bem de outros, com a finalidade de incentivar a empatia nos pequenos para que cresçam como pessoas mais respeitosas e preocupadas com a sociedade.